Ao melhor amigo...

Se... 

Interpretastes, erroneamente, 

O maná, lhe dedicado... 

Como te enganastes! 

Somente ofereci... 

Amizade, profunda e sincera, 

Não pretendo ferir... 

Pois, aos fortes, o verbo permanece, 

Entoando como escudo verdadeiro. 

Despedaçando a demagogia 

Que a muitos enobrece. 

Pensa-se... 

Que foi jogado fora... 

A flor quase morta! 

Te enganastes... Pela segunda vez 

Mesmo regada com veneno, 

Esta não pereceu. 

As raízes eram fortes, 

Necessitavam viver... 

Para ensinar-te, precioso amigo... 

Que amar é assim... 

Doar-se 

Sentir 

Auxiliar 

Perpetuar 

Sem nada exigir... 

"Jamais esqueças, que tuas benfeitorias e dedicações 

Foram esculpidas na rocha viva

 Para eternamente existir. 

O rancor, ofensivo, escrevei na fria areia... 

Quando da maré cheia, logo vem extinguir". 

 

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